chão da realidade é duro.

Sabe que por um momento eu realmente achei que era paixão? Amor, sei lá. Mas um lampejo de razão repentino me fez entender que, no fundo, tudo que eu queria era provar para você que suas acusações sempre foram a busca por redenção de seus próprios erros.

Isso estabelecido, lamento dizer que estou oca, racional e realista a última potência. O quadro é grave. Não só porque a paixão tem sido o combustível da minha vida pelos últimos anos, não só porque eu venho tentando me adequar e ser a mulher perfeita para cada um dos amores que tive.

Não só. Mas também.


e agora eu me vejo tão ciente de mim mesma. Tão inteira. Achando banal e sem sentido cada uma das neuroses das minhas amigas. Neuroses tão minhas, mas que de alguma forma não me pertencem mais.

E, qualquer um poderia dizer que eu deveria estar feliz, porque eu sou livre. Porque eu posso fazer o que quiser da minha vida sem depender de ninguém. No entanto, a única questão que me perturba, desafia e interroga é: serei eu capaz de viver sem morrer de amor?

5 comentários:

Lia Nandhe disse...

Aguardemos cenas dos próximos capítulos...e , já que a moda agora é fazer bolão, eu aposto no "não"! Inclusive aprendi isso com você e com o Bukowsky: "find what u love and let it kill u" e what pode ser qualquer coisa! A questão é não condicionar a felicidade a uma só das opções.

Fefa Rodrigues disse...

sempre perfeita em seus textos.

:o)

AquilesMarchel disse...

Vão se os calos, fica a maturidade, ninguém cresce sem se machucar um pouquinho

concorda?


gostyo do seu jeito de escrever, acho que romanticos cronicos como voce nunca ficam cem por cento realistas


me add no face se quiser

abarços

Nerito disse...

Oi Dora,

Já cogitou escrever um livro com estes questionamentos? Seria bacana... rs

Fefa Rodrigues disse...

agora que vc já superou a fase "tese do mestrado" vai ter mais tempo pra ler, né?
Vc vai adora Guerra, tenho certeza!!!:o)