a política cotidiana na "democracia" bienal

em tempos eleitorais, ter conhecimento é pior que estar contaminado pelo ebola. As pessoas te evitam, evitam qualquer pessoa com quem você tenha tido contato nos últimos dias. Você está de quarentena. Depois que o domingo vinte seis passar, elas vão voltar a ser as mesmas.

Uma pessoa com o mínimo de conhecimento nessa época é uma pária. É como se o mundo normal fosse composto de 3 tipos de pessoas: as que veem e ouvem, mas não falam. As que ouvem e falam, mas não veem. E as que veem e falam, mas não ouvem.

as que veem e falam, mas não ouvem, enchem os ouvidos das que ouvem e falam, mas não veem e que por sua vez, perturbam os pobres que ouvem e veem, mas não falam.

E aquele miserável ser humano que vê, ouve e fala, agoniado pelo fardo do conhecimento que lhe assombra não só em tempos eletivos, não vê a hora da segunda vinte e sete chegar.

Um comentário:

Nerito disse...

O conhecimento de fato é uma dádiva bem pesada. Mas o que podemos fazer? Depois que a gente come do fruto, passa a ser eternamente responsável.

E o pior é a sensação que tenho de que sempre estão me escondendo alguma coisa. Leio jornais, escuto as notícias no rádio, mas continuo me sentindo por fora, um completo desinformado...