Aposto que você não sabia que eu também escrevo coisas profundas e melancólicas. Um pouco de filosofia barata, sabe como é. vou publicar aqui algumas coisas.. uns rascunhos antigos...
Refletindo ou Só porque eu sei que você nunca vai ler...
É curioso e às vezes um pouco triste observar a empolgação com outros gostos e cheiros.
Não a sua, porque eu a previ e esperei. E sempre soube que viria.
Mais cedo ou mais tarde. E soube na hora em que aconteceu que era ali o momento.
Mas a minha. Porque eu confiava em mim. E eu achava que eu não era capaz.
Eu achava que aquilo iria me guiar para sempre.
Eu pensei: encontrei. E não importa quanto tempo passe, ele não vai passar.
E eu acreditei fielmente nisso. Eu condicionei a minha vida a isso.
Cada sorriso e cada lágrima.
E agora, no meio da confusão da efêmera e imediata novidade, que ainda que rapidamente me retira da inércia que eu mesma me condenei, eu me questiono: então, não foi real?
Porque se eu [re]afirmar o que senti [sinto?], não estarei eu, invalidando toda e qualquer crítica que eu dirigi com tanta convicção a você? De repente, não somos iguais?
Talvez.
Meu ego nunca diria sim. Minha razão nunca diria não.
Fato é que agora eu observo o nascer do dia, o sol esquenta o meu rosto e aquece o meu coração.
Eu respiro fundo...
Eu não perco [nada] por esperar...
Déjà vu
E agora o carro dele parece o campeão de vendas. Devia estar na promoção. Compre uma roda e ganhe esse carro. Compre um e leve dois. Não é possível. Aonde quer que eu vá, tem uma frota de carros iguais ao dele. Da porra da mesma cor. É moda. Deve ser.
E a cada vez que eu me deparo com o carro, meu coração saltita. Pula, vem a boca. Quer sair. Quer ir no carro com ele. Mas eu não tenho escolha. Engulo o coração a seco. "Volta pro teu lugar desesperado! Postura, coração. Eu já conferi a placa, não é ele." Mas ele fica batendo no peito acelerado em revolta.
O mesmo acontece com perfume [né, Mel?]. Eu posso jurar que sinto o cheiro dele se eu prender a minha respiração. As ruas estão estranhamente perfumadas. O elevador, o corredor... acho que até o porteiro tem usado essa fragância, viu...
E eu fico me perguntando se é assim para ele também, ou se isso é só coisa de mulher maluca [vulgo eu]. Será que ele sente a minha falta? Sente meu cheiro? Me vê nas pessoas na rua? Ou será que ele já se consolou e me esqueceu nos braços e pernas abertas de outra?
Eu disse ponto final, mas eu quis dizer ponto parágrafo. A gente encerra essa conversa e começa outra. Outro assunto, outra idéia. Outro capítulo. Vira a página.
Agora me diz, como eu sou capaz de querer perdoar quem não me pediu perdão? Quem, eu nem bem disse vai, e já tinha ido? Sabe aquele adeus de porta aberta? Mais sonoro que um "fica"... e ele não ficou. Então que se extinguam os carros, que acabem todos os vidros de perfume.
Vou andar para frente desesperada, sem olhar para trás e foda-se.
Quem sabe o que a adrenalina da corrida me reserva...
E a cada vez que eu me deparo com o carro, meu coração saltita. Pula, vem a boca. Quer sair. Quer ir no carro com ele. Mas eu não tenho escolha. Engulo o coração a seco. "Volta pro teu lugar desesperado! Postura, coração. Eu já conferi a placa, não é ele." Mas ele fica batendo no peito acelerado em revolta.
O mesmo acontece com perfume [né, Mel?]. Eu posso jurar que sinto o cheiro dele se eu prender a minha respiração. As ruas estão estranhamente perfumadas. O elevador, o corredor... acho que até o porteiro tem usado essa fragância, viu...
E eu fico me perguntando se é assim para ele também, ou se isso é só coisa de mulher maluca [vulgo eu]. Será que ele sente a minha falta? Sente meu cheiro? Me vê nas pessoas na rua? Ou será que ele já se consolou e me esqueceu nos braços e pernas abertas de outra?
Eu disse ponto final, mas eu quis dizer ponto parágrafo. A gente encerra essa conversa e começa outra. Outro assunto, outra idéia. Outro capítulo. Vira a página.
Agora me diz, como eu sou capaz de querer perdoar quem não me pediu perdão? Quem, eu nem bem disse vai, e já tinha ido? Sabe aquele adeus de porta aberta? Mais sonoro que um "fica"... e ele não ficou. Então que se extinguam os carros, que acabem todos os vidros de perfume.
Vou andar para frente desesperada, sem olhar para trás e foda-se.
Quem sabe o que a adrenalina da corrida me reserva...
A véspera do dia seguinte
A experiência do esquecimento, da superação, do deixar para lá é curiosa. Engrandecedora. Mas curiosa e absurdamente, reveladora.
Isso não é filosofia barata. Não puramente.
Eu já tive que esquecer algumas pessoas. E umas foram muito mais difíceis que as outras. E cada que vez que uma difícil passava, me dava esperança para superar as fáceis. E eu sabia exatamente a diferença entre uma e outra. E eu sempre dizia, se eu conseguir esquecer fulano, ciclano vai ser moleza...
E agora eu to numa fase "ciclano". Embora eu sinta falta dele, porque sejamos justos, o cara foi fofo, atencioso, ele decidiu, no meio do caminho do que parecia maravilhoso, arrumar outra.
Por que? Porra, não sei. E eu to remoendo isso há dias. Sei lá o que de errado parecia para ele, ou o que era ausente - que não era, claramente, ausente ou errado, para mim - que o fez ir colher flores em outros jardins.
Motivos à parte - vamos combinar não mudam o fim dessa história - fato é que eu não estava apaixonada. Não, não estava. E se vocês me vissem apaixonada, saberiam do que eu estou falando. Eu estava envolvida. Isso sim. Envolvida o suficiente para agora estarmos machucados. Meu ego e eu.
E vivo agora aquela ansiedade. Aquela chata ansiedade que me acompanha desde sempre, na espera pelo dia em que essa dor passa. Na espera pelo dia seguinte. E apesar de saber que será breve, o processo ainda é doloroso o suficiente para eu não desejar tê-lo.
E vem aquela fase em que namorados felizes na rua me irritam [sim, eu sou o puro recalque], que as histórias bem sucedidas de amor das minhas amigas me deprimem [pq não euuu?], em que eu evito filmes de romance [mesmo as comédias] e os finais de novela da Globo [onde todo mundo termina com alguém! Já repararam? Mesmo quando a pessoa perde o amor da vida, eles sempre colocam um Thiago Lacerda, Rodrigo Lombardi, em participação especial, para consolo. Cadê o meu?].
Então, até O amanhã, né... onde o céu é azul e a grama mais verde.
Nos vemos lá.
Isso não é filosofia barata. Não puramente.
Eu já tive que esquecer algumas pessoas. E umas foram muito mais difíceis que as outras. E cada que vez que uma difícil passava, me dava esperança para superar as fáceis. E eu sabia exatamente a diferença entre uma e outra. E eu sempre dizia, se eu conseguir esquecer fulano, ciclano vai ser moleza...
E agora eu to numa fase "ciclano". Embora eu sinta falta dele, porque sejamos justos, o cara foi fofo, atencioso, ele decidiu, no meio do caminho do que parecia maravilhoso, arrumar outra.
Por que? Porra, não sei. E eu to remoendo isso há dias. Sei lá o que de errado parecia para ele, ou o que era ausente - que não era, claramente, ausente ou errado, para mim - que o fez ir colher flores em outros jardins.
Motivos à parte - vamos combinar não mudam o fim dessa história - fato é que eu não estava apaixonada. Não, não estava. E se vocês me vissem apaixonada, saberiam do que eu estou falando. Eu estava envolvida. Isso sim. Envolvida o suficiente para agora estarmos machucados. Meu ego e eu.
E vivo agora aquela ansiedade. Aquela chata ansiedade que me acompanha desde sempre, na espera pelo dia em que essa dor passa. Na espera pelo dia seguinte. E apesar de saber que será breve, o processo ainda é doloroso o suficiente para eu não desejar tê-lo.
E vem aquela fase em que namorados felizes na rua me irritam [sim, eu sou o puro recalque], que as histórias bem sucedidas de amor das minhas amigas me deprimem [pq não euuu?], em que eu evito filmes de romance [mesmo as comédias] e os finais de novela da Globo [onde todo mundo termina com alguém! Já repararam? Mesmo quando a pessoa perde o amor da vida, eles sempre colocam um Thiago Lacerda, Rodrigo Lombardi, em participação especial, para consolo. Cadê o meu?].
Então, até O amanhã, né... onde o céu é azul e a grama mais verde.
Nos vemos lá.
Assinar:
Postagens (Atom)