au revoir

a história, na verdade, é longa, mas me dói tanto no momento contá-la, que a farei curta. Resumida para o entendimento, mas breve para tamanho do sentimento.

acho que desenvolvi minha capacidade argumentativa, porque sempre acreditei que não há nada que não possa ser resolvido com uma boa conversa. Nem que seja para concordarmos que discordamos, mas, por favor, vamos deixar claro em que pontos até a última minúcia.

E talvez, ainda, porque eu sempre tive muitas palavras, muitas ideias, muitas letras se confundiam no meu DNA, invadiam minha corrente sanguínea: era inútil, elas tinham que sair.

Então, não posso deixar de comentar a minha surpresa quando fui caluniada, pela primeira vez na vida que me importei com o que falavam, e o que eu dizia não surtia qualquer efeito. Minhas palavras já nasciam mortas, escravas de fatos irreais cruéis.

No exílio, para o qual no começo eu fui de bom grado, 'que se fodam todos', refleti. Como ser humano que sou, havia cometido uma infinitude de erros, cada um pior que o outro, sempre arrumando justificativas para tê-los cometido. E vejam só vocês, eu pagava a sentença exatamente do único erro que eu não tinha cometido.

Injusta vida.

E mesmo quando retornei a minha terra natal, fui vítima dos desencontros e dos desatinos. Mas ainda mais dos desencontros. E quantos desatinos!

Porém, nunca imaginei perder o meu relicário. E, quem sabe, esse é o sinal que estava faltando para eu trancar essa porta, jogar a chave no lago mais fundo e não voltar nunca mais.


3 comentários:

Lia Nandhe disse...

Sinais...
Bom, algumas coisas se tiverem que acontecer, acontecerão...paciência é fundamental! Aquiete-se!

Nerito disse...

É, amiga, a vida é injusta mesmo. Agora, a gente sabe que a vida da gente se realiza sempre por fragmentos, por metades (quando muito), de forma que as pessoas nunca podem nos ver po completo.

Por isso, acho que as opiniões, por mais justas que pareçam, sempre serão meio equivocadas.

Ainda precisamos evoluir muito para o diálogo e o debate funcionarem de verdade...

Suzi disse...

É completamente injusto sermos apontados por falhas, deslizes, algo que não fizemos e que mesmo com todas as respostas na língua, tudo fica em vão! Completamente na mesma. E, continuamos com o dedo apontado na nossa direção.

O que fazer?

Esperar o tempo passar! E sabemos, que ele mostrará realmente a "verdade completamente verdadeira!"

Força!

Beijos