Verdade seja dita...
Veja bem, eu não sou uma máquina. É sangue que corre nas minhas veias e é oxigênio que preenche meus pulmões. Eu sou dada a fraquezas e às vezes a explosões -- que justificáveis ou não -- falam mais verdades que se precisa ouvir.
Mas há de se convir, me foi apresentado uma fortaleza, que me foi dito só ter existido uma vez e na primeira vez (e todos sabem que primeiras vezes são amaldiçoadas).
Que se entenda que não li entrelinhas, nem muito menos interpretei metáforas de romances clássicos. Me foi falado com todas as letras, por diversas vezes e ocasiões. E não só as três palavras mágicas (que para alguns tem o mesmo valor que uma equação elevada a zero), mas muitas outras tão ou mais significativas.
No entanto, as pessoas se enganam e o pior, NOS enganam. Falam o que queremos ouvir, o que convém. E é claro, a gente acredita porque quer, também nos convém. Quem é que não gostaria de ouvir exatamente o que quer ouvir (a redundância se justifica)?
A revolta é saber que fizemos parte, fomos inclusive parte vital para o processo e sucesso da ação. Fechamos os olhos e ouvimos o canto das sereias.
Quem diria que uma das mãos que nos empurrou seria a nossa?
Poeira III
Eu andei pensando esses dias... Já ouvi muita gente dizer que conforme os relacionamentos vão passando, você fica mais exigente, mais chato, menos permeável a caprichos e manias.
Pois eu penso o exato contrário. Conforme fui vivendo meus relacionamentos, tentei sempre fazer mais do que tinha feito no último. Tentei ser mais tolerante, tentei ser mais compreensiva, tentei assumir mais meus erros, pedir mais desculpas...
e adivinha: também não deu certo...
então alguém me explica, por favor [que porra é essa?] que não importa o que a gente faça, ainda sim, não funciona?
Pois eu penso o exato contrário. Conforme fui vivendo meus relacionamentos, tentei sempre fazer mais do que tinha feito no último. Tentei ser mais tolerante, tentei ser mais compreensiva, tentei assumir mais meus erros, pedir mais desculpas...
e adivinha: também não deu certo...
então alguém me explica, por favor [que porra é essa?] que não importa o que a gente faça, ainda sim, não funciona?
Poeira II
Seguindo a era dos rascunhos...
Não dá para falar de paixão sem ter palavrão. [até rima!]
Sabe qual é o problema?
Você se apaixona.
Porra, isso já é um grande problema.
Então vamos reformular.
Sabe qual é o grande problema?
Você se apaixona.
E de repente as expectativas tomam conta do ambiente como erva daninha.
Sufocam todo o resto.
Você não rega e não cuida mais das flores.
O que de bom poderia nascer, não nasce.
O que tinha nascido não cresce.
E você persiste. Tá apaixonada. [não falei que isso é uma porra de um grande problema?]
E o jardim parece bonito.
Porque gente apaixonada ainda por cima é cega.
Mas o seu tato, sua intuição, não te enganam.
Tem alguma coisa errada ali.
Mas foda-se.
Você tá apaixonada. Deve valer a pena.
Adivinha, beibe... Não vale.
O ego dói.
O coração dói.
Você pensa: Caralho! Será possível?
_______
Veja bem. Tem um dia que vai valer...
Eu sei que vai...
Não dá para falar de paixão sem ter palavrão. [até rima!]
Sabe qual é o problema?
Você se apaixona.
Porra, isso já é um grande problema.
Então vamos reformular.
Sabe qual é o grande problema?
Você se apaixona.
E de repente as expectativas tomam conta do ambiente como erva daninha.
Sufocam todo o resto.
Você não rega e não cuida mais das flores.
O que de bom poderia nascer, não nasce.
O que tinha nascido não cresce.
E você persiste. Tá apaixonada. [não falei que isso é uma porra de um grande problema?]
E o jardim parece bonito.
Porque gente apaixonada ainda por cima é cega.
Mas o seu tato, sua intuição, não te enganam.
Tem alguma coisa errada ali.
Mas foda-se.
Você tá apaixonada. Deve valer a pena.
Adivinha, beibe... Não vale.
O ego dói.
O coração dói.
Você pensa: Caralho! Será possível?
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Veja bem. Tem um dia que vai valer...
Eu sei que vai...
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